Os pioneiros que chegaram à área onde se localiza o Município de Araruna, instalaram-se no alto de uma colina, à margem da "Estrada Boiadeira" que conduzia ao Mato Grosso, iniciando a derrubada da floresta para o cultivo de cereais próprios da região.

O nome de Araruna foi dado ao Município inspirado em uma ave da família das Araras, de cor azul-ferrete que vivia na região, admirada pela sua penugem colorida.Criado através da Lei Estadual nº 253, de 26 de novembro de 1954, e instalado em 29 de novembro de 1955, foi desmembrado de Peabiru.

Criado através da Lei Estadual nº 11.219, de 08 de dezembro de 1995, foi desmembrado de Ivaiporã.

Significando - campos floridos -, tem suas origens na histórica Fazenda Jaguariaíva do lendário povoador destas paragens, Coronel Luciano Carneiro Lobo, cujos campos eram ocupados por criatórios de gado e serviam como pouso para tropas vindas do Sul. Como Distrito do Cerrado pertencente ao município de Jaguariaíva, teve alavancado seu desenvolvimento a partir de 1910, com a instalação de uma serraria e fábrica de papel da Southern Brazil Lumber & Colonization Companye, logo depois em 1912, com a chegada do Ramal Ferroviário do Paranapanema, que atravessando a fazenda Capão Bonito possibilitou a fixação de moradores em torno da estação ferroviária de nome - Cachoeirinha -.

Vivendo os ciclos econômicos do café produzido em grande escala na região do Norte Pioneiro do Paraná, e o ciclo da madeira, recebeu a partir de 1916, imigrantes de origem espanhola e polonesa, emancipando-se como Município e Cidade de Arapoti, a 18 de Dezembro de 1955.

Em 1960, foi a vez da imigração holandesa, que fundou a Cooperativa Agropecuária Arapoti Ltda-Capal, integrante do grupo ABC do complexo Batavo, transformou o município em um pólo de alta tecnologia em agricultura e pecuária com destaque para a produção de soja, milho, trigo, suínos, frangos e gado holandês leiteiro de alta linhagem. Mais recentemente , a construção da Inpacel Indústria Ltda, fez surgir no município uma das mais modernas indústrias papeleira do país.

Possui um roteiro de turismo cultural denominado Linha Verde, onde podem ser visitados inúmeros atrativoss como a antiga sede da fazenda Capão Bonito, Parque Cachoeirinha, Casa da Cultura na antiga estação ferroviária, Feira do Produtor, o Moinho Holandês e a Colônia Holandesa, onde visitas técnicas na área agropecuária podem ser agendadas em suas belíssimas fazendas.

O município de Arapongas, situado na prodigiosa região do Norte do Paraná, é uma resultante da Iniciativa da Companhia de Terras Norte do Paraná, pioneira do progresso e desbravamento de toda uma região. A cidade de Arapongas como as demais idealizadas, planejadas e fundadas pela requerida companhia, não surgiu por acaso, nem foi construída sem um plano diretor, previamente elaborado. Seu idealizador e fundador foi William da Fonseca Brabason Davids, diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná, que na época da fundação de Arapongas, exercia o cargo de Prefeito Municipal de Londrina. No ano de 1935, o comerciante francês Renê Cellot e sua filha Geanine Cellot compraram os primeiros lotes de terrenos, destinados à construção urbana. Assim em 28 de setembro de 1935, Renê Cellot e sua filha se estabeleceram com uma casa comercial no mesmo local onde ainda hoje se encontra o prédio do Banco Brasileiro de Descontos, Rua das Andorinhas esq. com Av. Arapongas, antiga Av. Presidente Vargas. No mesmo ano foi aberto e vendido o primeiro lote agrícola ao agricultor brasileiro Floriano Freire. Imediatamente, diversos outros lavradores, de diferentes nacionalidades, fixaram residência no lugar e se estabeleciam com casas de comércio.
Nos anos seguintes foram povoadas as glebas destinadas às Colônias formadas por imigrantes japoneses e eslavos, surgindo, assim, em 1937, as Colônias Esperança e Orle já povoadas, que muito contribuiram para o progresso e expansão do novo patrimônio

Arapongas continuou a fazer parte do território do município de Londrina até o ano de 1943, quando foi criado o de Rolândia, ao qual passou a pertencer, já agora como distrito judiciário, criado pela Lei nº 199 de 30 de dezembro de 1943, que aprovou a nova divisão administrativa do Paraná, para vigorar no quinquênio 1943-1947. Devido a falta de transportes, o distrito crescia vagarosamente, esse problema ainda mais se agravou em decorrência das restrições motivadas pela segunda grande guerra. Nessas condições, até o ano de 1945, a sede distrital possuia umas 600 casas e era servida pela então Estrada de Ferro São Paulo-Paraná, que logo depois foi incorporado, passando a integrar o patrimônio da Rede de Viação Paraná - Santa Catarina. Não obstante, o povo de Arapongas continuou a lutar bravamente pelo seu progresso e bem-estar, chegando a constituir uma entidade com a designação da Sociedade dos Amigos de Arapongas, para pugnar pela sua autonomia, progresso e desenvolvimento. E foi assim que, em virtude desses esforços, o Governo Estadual, pela lei nº 2 de 10 de outubro de 1947, criava o município de Arapongas desmembrando-o de Rolândia e elevando a sua sede à categoria de cidade. Aquela época, o município possuia uma área total de 2007 quilômetros quadrados e se compunha dos distritos administrativos da sede municipal, Astorga e Sabáudia.
Poucos dias após a publicação da Lei nº 2 de 10 de outubro de 1947, foi empossado no cargo de Prefeito interino o Sr. José Simonetti que permaneceu até a posse do primeiro prefeito eleito, o Dr. Julio Junqueira, em 09 de novembro de 1947, por uma coligação de partidos da oposição. A posse do Dr. Julio Junqueira realizou-se trinta dias após a eleição.

O primeiro prefeito enfrentou vários problemas políticos, tendo, inclusive cassado o seu mandato, de que se livrou através de uma hábil manobra política. Em 16 de janeiro de 1948 foi instalada a comarca, criada pouco antes, na categoria de primeira entrância, sendo que dois anos depois foi elevada diretamente à categoria de terceira entrância. O primeiro Juiz de Direito foi o Dr. Ismael Dorneles de Freitas, e o primeiro promotor Público foi o Dr. Marcolino Leite de Paula e Silva. Em 22 de julho de 1951 foi eleito Prefeito Municipal o Sr. João Cernichiaro, que como seu antecessor lutou com graves problemas de ordem política. Mesmo assim, Arapongas continuou progredindo. Nesse período foi iniciado o calçamento dos logradouros da cidade; construído o conjunto do Paço Municipal; abertas diversas rodovias e criadas numerosas escola municipais.
Por duas vezes teve João Cernichiaro decretada a cassação do seu madato, e por duas vezes dois Presidentes da Câmara Municipal tentaram assumir as funções do Prefeito Municipal, somente não o conseguindo devido à intrepidez e à bravura do Prefeito que resistiu até pela fôrça às manobras de Câmara Municipal. Finalmente, recorrendo à instância superior. João Cernichiáro, teve ganho de causa, continuando no poder até o fim do seu mandato. Em 1952 Arapongas perdeu o território do distrito de Astorga, que foi desmembrado e transformado em município autônomo. A medida posta em prática pelo Governo do Estado não teve boa repercussão, tanto assim que dos vinte vereadores com assento na Câmara Municipal, cinco renunciaram ao seu mandato, em sinal de protesto. Em 1954 novo desmembramento sofreu o município de Arapongas, com a criação do de Sabáudia, território do antigo distrito do mesmo nome. Com mais essa perda, a comuna reduzida à área do distrito e sede municipal. Arapongas nos últimos anos (1959) sofreu grande impulso por parte dos administradores e a cidade, principalmente, tem progredido extraordinariamente, colocada entre as maiores e mais importantes centros urbanos do Norte do Paraná.

Apucarana

Postado por Rodrigo | 14:15 | , , | 0 comentários »

Dividido o Brasil em Capitanias Apucarana, incluía-se no território pertencente à denominada São Vicente, de Martim Afonso de Souza e Pêro Lopes de Souza. Seu nome teve origem na língua falada pelos guaianases, que batizaram a serra de APÓ (base) CAARÃ (semelhante a floresta) e ANÃ (imensa) que traduzimos, por analogia, floresta imensa na base da terra.

No fervor do bandeirantismo paulista, (busca esmeraldas), em 1.661. Fernão Dias, antes mesmo da fundação de Curitiba, penetrou o sertão de Guaíra, onde durante três anos acampou sua tropa na Região Central de Apucarana, junto ao reino da Nação Guaianas. Três poderosos caciques governam: Sondá, Gravataí e Tombú, este último o mais poderoso, com verdadeiros requintes de majestade. Todos foram subjugados, presos e levados para São Paulo. Anteriormente, 1.628, Antonio Raposo, atacou as reduções jesuíticas (situadas entre o Iguaçu, Paranapanema e Paraná - incluía-se Apucarana) pelo caminho índio denominado Peabirú, cruzando os rios Ivaí, Tibagi e Piquiri.

Apocaarãanã era o nome da serra onde em 1934, após fundar, Londrina, a Companhia de Terras resolveu abrir o patrimônio de Apucarana, enviando para a mesma como seu proposto, o Sr. Benevides Mesquita. Embora tenha sido projetada como pequeno núcleo de abastecimento à zona rural, Apucarana, logo superou todas as previsões e expectativas, graças ao trabalho e ao idealismo de seus primeiros moradores, e principalmente do “boom” cafeeiro do período 1940/60 e do fenômeno de explosão demográfica que caracterizou o Norte do Paraná. O impulso inicial que motivou o deslocamento de crescentes contingentes populacionais de todas as regiões do país, em busca do Norte do Paraná, foi sua condição de novo “Eldorado”. O espírito empreendedor, que iria marcar, fundamentalmente nos anos posteriores à colonização, a população de toda a região, nascia desta contingência e desta motivação: a abertura de oportunidades de progresso individual, dependente da coragem de explorar terras virgens e de iniciar o cultivo de um produto que somente depois de alguns anos poderia produzir rendimentos – o café. A política da Companhia de Terras, de divisão da área colonizada em pequenas propriedades, oferecia a maioria das famílias, a possibilidade de possuir, pela primeira vez, a terra a plantar. Com a assinatura do Decreto – lei nº 199, em 30 de dezembro de 1943, pelo então interventor Manoel Ribas, foram criados simultaneamente, o Município, desmembrado do de Londrina e a Comarca, cuja jurisdição se estendia até as barrancas do Rio Paraná, no extremo Noroeste do Estado.A instalação do Município se deu no dia 28 de janeiro de 1944, sendo o primeiro Prefeito o Tenente Luiz José dos Santos.

Colonização: Paulistas, mineiros, alemães, italianos, japoneses, espanhóis, portugueses, húngaros, ucranianos, tchecos, russos, austríacos, suíços, lituanos, romenos, iuguslavos e ingleses

A Colônia Antonio Olinto foi fundada em 1895. Até esse tempo a localidade era conhecida como Água Amarela, São José do Colaço ou Membéca.

Nela foram assentados colonos imigrantes rutenos e poloneses vindos da Galícia na Áustria.

Criado através da Lei Estadual n° 1.245 de 25 de julho de 1960 e instalado em 24 de outubro de 1961 foi desmembrado da Lapa.

Antonina

Postado por Rodrigo | 14:09 | , , | 0 comentários »

Cidade histórica cujos primeiros vestígios da ocupação foram encontrados nos sambaquis. Posteriormente índios carijós habitaram o local sendo que os primeiros povoadores datam de 1648 e 1654. Além da extraordinária beleza natural paisagística, Antonina possui no seu calçamento de pedras e nas suas ruínas, histórias, as quais enriquecem o seu Patrimônio.

O Município oferece ainda, diversos atrativos turísticos. É acessado pela BR-277, pela antiga Estrada da Graciosa, por ferrovia e através do porto, que foi recentemente reativado, aonde também se localiza a sede do Município. Criado através da Lei Estadual nº14 de 21 de janeiro de 1857, e instalado na mesma data foi desmembrado de Paranaguá